A Aliança Navegação e Logística está ampliando a atuação no mercado doméstico com foco na integração logística e na expansão da infraestrutura. A companhia lançou nesta semana um novo depot (área de apoio para armazenagem, manutenção e movimentação de contêineres) em Rio Grande (RS) e ampliou a estrutura em Paranaguá (PR), em meio a uma estratégia voltada a simplificar operações e reduzir custos totais para os clientes. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “A gente está sempre, sempre trazendo produtos novos. A gente lançou agora essa semana o nosso novo depot em Rio Grande, justamente para fomentar ainda mais o mercado local no Sul. Aumentamos o nosso depot também em Paranaguá”, afirmou a CEO da companhia, Luiza Bublitz. Com mais de 75 anos de atuação e pioneira na cabotagem no País, a Aliança, que integra o grupo Maersk, acredita na multimodalidade como caminho para tornar a logística mais eficiente no Brasil, especialmente em um cenário de instabilidade global. “A cabotagem entra para somar, para fomentar, trazer a multimodalidade, colocar cada modal onde ele é mais eficiente, trazer uma logística mais fluida, com um custo total melhor”, disse Luiza. Segundo a executiva, os ganhos vão além do valor do frete e impactam diretamente o custo Brasil, com redução de riscos e maior previsibilidade das operações. “São custos adicionais que, num primeiro momento, não estão na folha. Menos avaria, mais segurança, menos custo com seguros e roubos. A cabotagem oferece escala, previsibilidade”, afirmou. Apesar do avanço do modal nos últimos anos, a empresa avalia que ainda há amplo espaço para crescimento no País. “Há uma pesquisa que nos norteia: para cada contêiner que já está na cabotagem, ainda existem uns cinco que podem chegar”, disse Luiza. A CEO também destacou que a reforma tributária deve provocar uma mudança estrutural nas decisões logísticas, tornando-as mais racionais e baseadas em eficiência operacional. “Pensando em produção onde faz sentido, consumo onde faz sentido, os transportes vão ser o que precisam ser e não mascarados por qualquer benefício”, afirmou. A Aliança participou da Intermodal South America 2026, maior evento de logística das Américas, realizado entre terça-feira (14) e quinta-feira (16), no Distrito Anhembi, em São Paulo, com um estande voltado ao relacionamento direto com clientes e parceiros. “É uma oportunidade muito bacana e muito única de você estar próximo de todos os seus clientes. Aquela conversa olho no olho, rediscutir oportunidades, rediscutir qualquer ajuste que precisa ser feito. Então é muito, muito bacana”, afirmou. Mulheres No campo institucional, a CEO também destacou os avanços da participação feminina na Aliança, que faz parte de um setor historicamente dominado por homens. “Temos acima de 30% de mulheres na liderança, então é bem, bem bacana. É muito mais do que uma meta. O que me deixa muito feliz é que eu vejo isso na cultura. Não é mais uma discussão. Faz parte do dia a dia”, afirmou. Apesar disso, ela reconhece que ainda há desafios para alcançar maior equilíbrio no setor. “Temos um longo caminho pela frente. Me deixa chateada ainda ver um setor bastante dominado por homens. Isso vale tanto em terra quanto em mar. Não é só sobre mulheres, é a diversidade como um todo. Precisamos muito de vocês, homens, para nos ajudar nessa jornada. Não é a mulher sozinha que vai conseguir fazer isso”, concluiu.