Violah Kosgei celebra, entre a segunda colocada, Larissa Quintâo (à esquerda), e Carmem Pereira (Vanessa Rodrigues/AT), a terceira Se no masculino o topo do pódio foi brasileiro, na categoria elite feminina, a queniana Violah Kosgei, de 29 anos, não deu chance às adversárias e foi campeã da 39ª edição dos 10KM Tribuna FM – Terra Santos. Disparando na frente desde a largada, ela fechou a prova com a marca de 32'58"667. A mineira Larissa Marcelle Moreira Quintão foi a segunda colocada, com 35'05"366, e Carmem Silva Reges Pereira, de Brasília, a terceira, com 35'38"324. Há dois meses no Brasil, Violah Kosgei venceu, em abril, uma prova de 10Km em Maringá-PR, e na primeira participação na prova santista, levou mais um troféu para a coleção da família, em que o marido também é corredor. “Foi minha primeira vez em Santos. Larguei bem e vi que tinha boa vantagem sobre as outras. Apesar de estar muito quente, por causa do mar, o percurso é muito bom”, comentou Violah, que destacou a vibração do público que acompanhou a prova pelas ruas de Santos. “As pessoas são muito calorosas, é muito bom correr assim”. Acostumada a competir nas provas de atletismo em seu país e em Gana, outra nação africana, Violah comemorou as vitórias em solo brasileiro, na primeira vinda ao Brasil. “Nunca havia saído da África para correr, foi a primeira vez. Com certeza eu voltarei para defender o meu título em Santos no próximo ano”, garantiu. Vice, mas alegria de campeã Para a mineira de Itabira, Larissa Marcelle Moreira Quintão, de 38 anos, o segundo lugar nos 10KM Tribuna FM – Terra Santos teve sabor de vitória. Depois de disputar várias edições da prova e ficar próxima do pódio, ela estava radiante com a boa colocação. “Eu vi que ela (queniana) era forte e a gente saiu num bolo de brasileiras. Me senti bem e fui pra frente, sabendo que chegar na primeira era impossível, mas eu não podia deixar as meninas de trás me passarem”, comentou. Para a mineira, a corrida santista serve como um termômetro para medir o seu desempenho. “Essa prova é sempre pra medir como estou. O clima é muito bom, o circuito é perfeito e todo ano venho aqui pra ver como está o meu desempenho. Gosto muito de correr aqui e ser vice-campeã é especial. Quem sabe ano que vem eu não tento ser campeã?”.