<p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.499098" attr-version="policy:1.499098:1770333840" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.499098/ebook atribuna.png?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Sustentabilidade avança com padronização, tecnologia e foco no valor do negócio (AdobeStock)</span></p> <p data-end="312" data-start="33">O conceito de ESG vem ganhando um upgrade nos últimos tempos. A chamada “versão 2.0” das práticas ambientais, sociais e de governança tem atualizado suas diretrizes, ampliando sua atuação e se adaptando a novos desafios. É o que avaliam especialistas ouvidos por <strong data-end="309" data-start="296">A Tribuna</strong>.</p> <p data-end="817" data-start="314">O conceito vai além dos relatórios de sustentabilidade e entram como parte das estratégias de negócios, como explica Elias Neto, CEO das empresas Ecovalor Consultoria e ESG Now Tecnologia. “O foco está se deslocando para a materialidade financeira, Não está mais exclusivo na questão de como a empresa impacta o mundo, mas sim como o mundo impacta a empresa, ou seja, como questões ambientais, sociais e de governança oferecem riscos e oportunidades para a performance econômica e financeira”, avalia.</p> <p data-end="1119" data-start="819">Para ele, as normas IRFS S1 e S2 (normas internacionais de divulgação de informações de sustentabilidade, emitidas pelo Conselho Internacional de Normas de Sustentabilidade (ISSB, na sigla em inglês), olham por uma perspectiva de definição da estratégia e, depois, se desdobra em objetivos e metas.</p> <p data-end="1359" data-start="1121">“A gente está falando muito sobre gestão e mensuração de performance, algo necessário para entender se está atingindo ou não aquilo a que nos comprometemos. O ESG 2.0 é sobre estratégia e sobre gestão de riscos e oportunidades”, emenda.</p> <p data-end="1541" data-start="1361">Elias Neto pondera, ainda, é que o ESG 2.0 elimina um “efeito colateral” de um segmento que virou tendência e teve um hype: a atração de oportunistas e deturpação dos propósitos.</p> <p data-end="1818" data-start="1543">“A atração de uma demanda desqualificada acaba gerando oferta do mesmo nível. Quando algo se torna hype, depois há uma queda e uma estabilização. Na nossa visão, esse processo de quebra da bolha e retorno do pêndulo para um status de estabilidade acaba até sendo positivo”.</p> <p data-end="1848" data-start="1820"><strong data-end="1846" data-start="1820">Integração tecnológica</strong></p> <p data-end="2211" data-start="1850">O líder do time de Sustentabilidade e Governança da empresa, Caio Pinheiro Della Giustina, observa um outro parâmetro nessa “atualização” do conceito de ESG: a integração tecnológica. Para ele, há muitas iniciativas alinhadas à ideia de monitoramento em tempo real e maior eficiência do uso dos dados de sustentabilidade, em um esquema de ganho de eficiência.</p> <p data-end="2630" data-start="2213">“A integração com sistemas de monitoramento é uma evolução muito grande dentro dessa ideia de ganho de eficiência, de rapidez, de leitura e de processamento de dados por meio de ferramentas tecnológicas. Acredito que a riqueza desse debate que a gente pode ter dentro do ESG 2.0 é entender como que essas tecnologias se alinham cada vez mais às soluções tecnológicas para diminuir tempo para monitoramento”, pontua.</p> <p data-end="3054" data-start="2632">Segundo ele, bases para equiparação são outro elemento muito interessante dentro da evolução do ESG. “Quando se pensa em stakeholders, é necessário ter algum tipo de padronização que leva à possibilidade de conseguir que, mesmo em diferentes localidades, tenham elementos que não variam, permitindo assim a comparação de uma empresa A com a empresa B, seja do mesmo setor ou de setores diferentes”, amplia Caio Pinheiro.</p> <p data-end="3068" data-start="3056"><strong data-end="3066" data-start="3056">Avanço</strong></p> <p data-end="3288" data-start="3070">Além de permitir que existam dados comparáveis por leitores humanos, o ESG 2.0 avança com uma ideia de que computadores consigam acessar esses dados e comparar entre série histórica e até mesmo entre outras empresas.</p> <p data-end="3462" data-start="3290">“Um analista não precisa ler todas as páginas dos relatórios de sustentabilidade, ele consegue rodar um script que vai puxar todas as etiquetas necessárias”, exemplifica.</p>