Buscar a onda perfeita é o objetivo constante de qualquer surfista. Pois uma entidade atua para que todas as ondas sejam perfeitas, de forma sustentável. O Instituto Ecosurf age em defesa dos oceanos, do clima e das populações costeiras vulneráveis às emergências climáticas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ideia é aproveitar a visibilidade obtida durante a COP30, em novembro último, em Belém (PA), quando foi apresentado o Manifesto do Surf pelo Clima e Futuro do Oceano, em parceria com o grupo Alternativa Terra Azul, a Associação Brasileira de Surf na Pororoca (Abraspo) e a Federação Paraense de Surf (Fepasurf), O documento, construído de forma colaborativa, foi entregue e debatido com pesquisadores, jornalistas, povos indígenas, autoridades públicas, diplomatas, intelectuais e lideranças socioambientais presentes no evento. “Os próximos passos serão difundir as demandas que o manifesto apresenta e cobrar dos governos, setor produtivo e sociedade que essas demandas sejam atendidas”, afirma o cofundador do Instituto Ecosurf, João Malavolta. Ao todo, foram colhidas 539 colaborações de surfistas obtidas desde 2024, por meio da pesquisa Raio-X Ecosurf, um levantamento nacional que busca compreender as percepções, atitudes e experiências de surfistas e esportistas do mar em relação às mudanças climáticas, à poluição plástica e às transformações das zonas costeiras brasileiras. Virou um retrato inédito da cultura do surfe brasileiro e de seu potencial como força de mobilização. “A receptividade (na COP30) foi muito boa. Lançamos o manifesto no espaço Amazon Climate Hub e o apresentamos para pesquisadores, esportistas, políticos, jornalistas e demais ativistas e gestores ambientais, além da Casa Vozes do Oceano, que também permitiu o lançamento da publicação”, acrescenta. Exigências Entre as demandas do Ecosurf presentes no manifesto estão a exigência de garantia de 100% de proteção e restauração de ecossistemas-chave; implementação do Marco Global 30x30, com a efetivação imediata e integral do compromisso de proteger, pelo menos, 30% do oceano e costas até 2030 e ampliação de 100% dessas áreas até 2050; gestão costeira baseada na natureza e fim da exploração fóssil no mar, entre outras. “Os próximos passos são difundir as demandas que o manifesto apresenta e cobrar dos governos, setor produtivo e sociedade que essas demandas sejam atendidas”, conta Malavolta. Ele acrescenta que uma rede internacional chamada Rise Up for the Ocean, que reúne mais de 750 organizações de 67 países, quer usar a ideia e a validação do manifesto na COP30 para servir de texto-base para discussões que serão pautadas na COP31, que ocorrerá este ano na Turquia. “Esperamos um 2026 bastante positivo. Entre as agendas vamos focar com outras organizações da coalizão #PareOTsunamiDePlástico, como a aprovação do projeto de lei da economia circular do plástico, o PL 2.524/22, de autoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN), e ampliar o trabalho voltado a empoderar os surfistas para exercerem protagonismo na conservação do oceano ao longo do litoral brasileiro”, finaliza o cofundador do Ecosurf.