Segundo relatório, 86% dos empreendimentos usam torneiras automáticas e 93% secadores de mão (Gerada por IA) Quando se fala em sustentabilidade, os shopping-centers ganham importância ao tamanho desse tipo de centros comerciais. De acordo com o relatório de sustentabilidade de 2023 da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), 86% dos empreendimentos usam torneiras automáticas e 93% fazem aproveitamento de ESG: os secadores de mãos. Presentes nos banheiros das unidades comerciais, eles garantem uma economia de 95% em relação ao papel toalha. Além disso, a manutenção simplificada elimina custos adicionais. Pois, na Baixada Santista, esse recurso tem espaço em quase todos os principais shoppings – o Pátio Iporanga, no Gonzaga, em Santos, não tem secadores de mão. LITORAL PLAZA O estabelecimento em Praia Grande implementou secadores de mão em 2019, tendo a redução de custos como um dos fatores que estimularam a mudança. Assim, passou de 70 fardos por mês, ou 140 mil metros, para 10,5 fardos, ou 21 mil metros. “A gestão operacional do empreendimento busca constantemente reduzir custos sem abrir mão da qualidade. A adoção de medidas como a implementação de secadores de mãos, além de diminuir despesas financeiras e operacionais como reposição, armazenamento e descarte, permite que a equipe concentre seus esforços em outras demandas de manutenção e limpeza”, diz o Litoral Plaza, em nota. Ainda de acordo com o shopping, medidas como essa “são essenciais para avançar nos objetivos de sustentabilidade e atender às boas práticas de ESG, pois reduzem significativamente a geração de resíduos sólidos, diminuem a pegada de carbono associada à proteção e transporte de papel e incentivam o uso de equipamentos mais eficientes e de menor impacto energético”. PRAIAMAR No Praiamar, no bairro da Aparecida, em Santos, os secadores de mão foram implantados entre 2016 e 2017. O principal fator motivador foi a sustentabilidade, alinhada à busca por maior eficiência operacional. “A substituição das toalhas de papel contribui para a redução de custos, melhora a higiene e reforça o compromisso do Praiamar Shopping em oferecer processos de qualidade com menor impacto ao meio ambiente”, afirma o superintendente Allan Pacheco. Segundo ele, foi registrada uma redução mensal de 95% no consumo de papel toalha. “Para nós, a adoção de práticas sustentáveis é um compromisso com o futuro, pois nos proporciona uma perspectiva de longo prazo e eficiência operacional”, complementa. BRISAMAR No Brisamar Shopping, em São Vicente, os secadores de mão estão em operação desde 2020. Segundo o estabelecimento, em nota, a mudança, inicialmente, foi por questão da pandemia, mas a continuidade se deu por conta da sustentabilidade e redução de custo. Antes da adoção, eram usados 360 rolos/mês, e o consumo caiu pela metade, numa redução de 252 mil metros/mês. “A substituição do papel toalha por secadores de mãos reduz significativamente o consumo de papel e diminui a geração de resíduos, representando um avanço importante dentro dos nossos objetivos de sustentabilidade e das boas práticas de ESG. Além do impacto ambiental positivo, a mudança também traz ganhos operacionais, como menor necessidade de reposição e manutenção, garantindo banheiros mais organizados e eficientes para os nossos clientes”, afirma a superintendente do Brisamar, Mônica Gomes. MIRAMAR Também no Gonzaga, em Santos, o Miramar Shopping também colhe os frutos da adoção dos secadores de mão. A implantação começou em 2021, a partir de uma readequação preliminar. “Naquele ano, a proposta foi reduzir os dispensers de papel, para garantir aos clientes uma melhor adaptação até a substituição completa pelos equipamentos mais sustentáveis. Inicialmente, o principal objetivo da troca foi a redução de custos com a compra de toalhas, considerando o período pós-pandemia. Além do impacto financeiro positivo, o shopping prezou pela ampliação da preservação ambiental, já que consequentemente menos resíduos como papel e sacos de lixo deixaram de ser gerados”, explica a gerente de Marketing, Mayara Nogueira. Segundo ela, foi feito um estudo comparativo entre os custos diários de energia elétrica para a operação dos secadores e o consumo de papel toalha. O levantamento comprovou a viabilidade da adequação. “A média do consumo mensal era de aproximadamente 120 mil metros lineares de papel toalha. Após as adequações, mantendo apenas um dispenser de papel toalha por banheiro, este volume foi reduzido para uma média mensal de 72 mil metros lineares, o que é equivalente a 40% menos consumo de papel e custos operacionais”, contabiliza. BALNEÁRIO Em Santos, no Shopping Parque Balneário, também no Gonzaga, possuem secadores de mão em operação nos banheiros desde 2016. Antes da implantação dos itens de higiene, eram consumidos 85 fardos que somam 102 mil metros. Atualmente, são utilizados 26 fardos que somam 35 mil metros. “Houve alguns fatores que motivaram essa adoção, como a eliminação da compra contínua de papel toalha (um custo permanente e elevado), a redução de coleta e descarte de resíduos, já que o papel deixa de ser lixo; menos reposição e menos mão de obra dedicada à manutenção dos dispensers e menor risco de desperdício (uso excessivo de papel)”, explica o gerente geral do Balneário, Manoel Chiapero. Para ele, essas medidas são fundamentais para reforçar o compromisso com a sustentabilidade e com as boas práticas de ESG. “Elas demonstram responsabilidade ambiental, fortalecem a imagem do empreendimento com uma gestão consciente e contribuem diretamente para a meta de alcançar, nos próximos anos, o índice de lixo zero”.