Mateus Jerônimo, Gabi Morais e Cláudia Duarte no Podcast Fique Bem (Marcela Bonfanti) Quando o assunto é dor no quadril, muita gente pensa automaticamente em idosos. Mas no novo episódio do podcast Fique Bem, apresentado por Cláudia Duarte e Gabi Morais, o médico ortopedista especializado em quadril, Dr. Mateus Jerônimo, deixa claro: “Problemas no quadril não têm idade”. Com uma linguagem acessível e muitos exemplos reais, o especialista trouxe um alerta essencial: a dor na virilha pode ser sinal de algo mais sério, como artrose do quadril, mesmo em pessoas jovens. “Atendi um menino de 14 anos que precisou colocar uma prótese. A limitação dele era tão extrema que não podia mais esperar”, relata Dr. Mateus. Quadril não é lombar e a dor diz tudo Durante o bate-papo, um dos pontos mais esclarecedores foi a explicação sobre a localização da dor. Segundo o médico, muitas pessoas confundem as regiões do corpo e acabam demorando para procurar ajuda. “A articulação do quadril está na virilha. Se a dor está ali, é muito provável que a origem do problema seja essa”, esclarece. E a boa notícia é que a medicina evoluiu. As técnicas cirúrgicas atuais são minimamente invasivas, com menos sangramento e recuperação surpreendentemente rápida. “Tenho pacientes que operam hoje e andam amanhã. Já tive até faixa-preta de jiu-jitsu que voltou a lutar depois da cirurgia”, revela Dr. Mateus. Musculação: o remédio que ninguém quer tomar Um dos momentos mais impactantes da conversa foi quando o ortopedista defendeu a musculação como principal aliada da saúde articular. “Ela é a palavra mágica. Fortalece a musculatura, dá sustentação ao corpo e evita a sobrecarga nas articulações”, afirma. E reforça: caminhada e pilates são ótimos complementos, mas não substituem o efeito da musculação no fortalecimento muscular. Essa prática, aliás, deveria fazer parte da vida de todos, inclusive de quem já tem diagnóstico de artrose. “O que piora a artrose não é o exercício, é a inatividade. O sedentarismo enfraquece os músculos, acentua a dor e acelera a degeneração”, diz. Cláudia Duarte, Mateus Jerônimo e Gabi Morais e no Podcast Fique Bem (Marcela Bonfanti) Sinais de alerta e diagnóstico certeiro Mas como saber se o que você sente é mesmo artrose? O médico explica que o sinal mais típico é a dor na virilha ao realizar movimentos simples, como calçar um sapato, subir escadas ou sentar-se em um local baixo. “O diagnóstico geralmente é clínico, com auxílio de exame físico e raio-x. A história do paciente muitas vezes já entrega tudo”, garante. A artrose pode também irradiar para o joelho ou para a coluna, o que atrasa ainda mais o diagnóstico quando o paciente procura o especialista errado. Cirurgia não é o fim, é o recomeço Sobre a cirurgia, Dr. Mateus foi categórico: “Não é uma operação apenas para idosos. Atendo pessoas de 20, 30 anos que precisam de prótese por conta de traumas ou doenças da infância”. Ele reforça que a idade não é o fator decisivo para a indicação cirúrgica, e sim a limitação funcional do paciente. E mais: o pós-operatório hoje é muito menos dramático do que se imagina. “Em uma semana o paciente já caminha sem apoio. Com três semanas, volta à academia. Com um mês, já pode pedalar. Em 15 dias, já está trabalhando”, afirma. Home office e sedentarismo: vilões da saúde articular Durante a pandemia, muitos adotaram o home office e ficaram ainda mais sedentários. “A maioria das pessoas não voltou à academia e passou a viver sentada. Isso destrói a musculatura e favorece problemas articulares”, alerta o especialista. E deixa uma dica preciosa: “Ninguém escapa da musculação. Quem sente dor precisa fortalecer, não parar. O segredo está na constância e no acompanhamento profissional”. Ele encerra com uma frase que resume sua paixão pela profissão: “Não é só uma cirurgia. É uma vida transformada. Eu devolvo autonomia para quem já tinha perdido até a esperança”. Onde assistir? Além de poder conferir os episódios dentro do site de A Tribuna, o podcast Fique Bem também está disponível no Spotify e YouTube. *Esse podcast é de responsabilidade da autora e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelo conteúdo veiculado neste espaço.