Thaís Campregher, Deborah Cunha, Vanessa Toledo, Felipe Melo e Valéria Teixeira (Yara Tomei) A rotina acelerou. As respostas são imediatas, os dias seguem cada vez mais preenchidos e a sensação constante é de que tudo precisa acontecer ao mesmo tempo. Nesse cenário, parar para encontrar alguém deixou de ser algo automático. Passou a exigir intenção. No episódio desta semana, o Tricotáh propõe uma reflexão sobre a importância dos encontros e dos momentos de convivência que, de fato, promovem conexão entre as pessoas. Ao lado de Vanessa Toledo, participaram da conversa as tricoteiras Deborah Cunha, empresária; Thaís Campregher, cirurgiã-dentista; e Valéria Teixeira, especialista em inteligência artificial, além do convidado Felipe Melo, empresário do setor de eventos, à frente da Connect Bartenders e do espaço Reserva Connect, voltado a experiências mais intimistas. Mais do que discutir eventos, o episódio abriu espaço para observar uma mudança de comportamento: o modo como nos encontramos mudou e, com ele, o valor desses momentos. Nem todo encontro gera conexão Os encontros continuam acontecendo, mas deixaram de garantir, por si só, troca ou envolvimento. A facilidade de comunicação e a rotina fragmentada fizeram com que, muitas vezes, as pessoas compartilhem o mesmo espaço sem estarem, de fato, presentes naquele momento. Esse movimento altera a percepção de valor. O que antes era apenas convivência passa a depender de intenção. E o que antes era automático passa a exigir disponibilidade real para que exista conexão. O que mudou depois que a gente foi obrigado a se afastar A pandemia não interrompeu apenas a rotina, mas também provocou uma mudança na forma como as pessoas enxergam o ato de se reunir. Durante esse período, o distanciamento reduziu o convívio e levou a uma seleção mais natural das relações. Muitas pessoas passaram a refletir sobre quem realmente fazia sentido manter por perto. Na retomada, isso se refletiu diretamente nas escolhas. Ambientes mais reservados ganharam espaço, grupos menores passaram a ser priorizados e o convívio deixou de ser apenas social para se tornar mais intencional. Ao mesmo tempo, também houve um movimento de retorno aos encontros maiores, especialmente em contextos familiares e profissionais. No ambiente corporativo, a distância evidenciou a falta de conexão entre as pessoas. Equipes que antes conviviam diariamente passaram a não se conhecer, o que trouxe uma nova necessidade de criar momentos presenciais para fortalecer vínculos. Esse cenário mostra que os encontros não voltaram iguais. Eles passaram a ocupar um novo lugar, mais consciente e mais valorizado. O que faz um encontro valer a pena hoje Ao longo da conversa, ficou claro que o valor desses momentos não está apenas na estrutura ou no formato, mas na forma como são vividos. Mais do que reunir pessoas, existe uma busca por experiências que façam sentido e que gerem memória. Ambiente, cuidado, atendimento e proposta influenciam, mas não sustentam sozinhos. O que realmente permanece é a qualidade da troca e a sensação de pertencimento que aquele momento proporciona. A percepção de valor mudou Esse novo comportamento também impacta diretamente a forma como serviços e experiências são percebidos. O que antes era considerado suficiente já não atende mais às expectativas. Hoje, existe uma valorização maior de quem entrega consistência, cuidado e credibilidade. No setor de eventos, por exemplo, elementos que antes eram secundários passaram a ocupar papel central, transformando-se em parte da experiência e não apenas em complemento. Ambientes mais intimistas, propostas mais personalizadas e experiências mais direcionadas vêm ganhando espaço, refletindo uma busca por maior proximidade e identificação. Mais do que momentos sociais, esses encontros representam troca, apoio e construção de rede. Esse movimento mostra que não se trata apenas de oferecer algo, mas de como isso é construído e percebido. Felipe Melo (Yara Tomei) Tecnologia como apoio, não como substituição A presença da tecnologia é inevitável e, quando bem aplicada, contribui para organizar processos e ampliar possibilidades. No entanto, quando o assunto é conexão, o encontro presencial continua sendo essencial. Ferramentas digitais podem facilitar o acesso e melhorar a experiência, mas não substituem as trocas que acontecem quando as pessoas estão juntas. Pra guardar na caixinha Nem todo encontro conecta, mas a forma como a gente está nele muda tudo. As pessoas passaram a valorizar mais com quem estão, onde estão e o que aquele momento representa. Existe um novo olhar sobre o tempo compartilhado! Previsões do mês com Mah Ocroch Mah Ocroch (Yara Tomei) Abril chega com uma mudança de ritmo. Depois de um período mais arrastado e de ajustes internos, o mês traz uma sensação de retomada, como se finalmente fosse possível reorganizar o que ficou em aberto e seguir com mais clareza. Não é um movimento impulsivo, mas consciente. Menos ansiedade para começar e mais entendimento sobre como continuar. Alerta do mês: carta do cachorro A energia aponta para as relações. Abril favorece conexões verdadeiras, baseadas em confiança, lealdade, parcerias e troca real. Ao mesmo tempo, tende a expor o que não é sólido. Situações mal resolvidas, relações frágeis ou desalinhadas podem vir à tona, exigindo posicionamento. Tendências: carta do chicote O mês pede ação, mas com direção. É um período de assumir as próprias decisões, sair da inércia e parar de adiar o que já deveria ter sido iniciado. Mas existe um ponto de atenção importante: a forma de conduzir isso. Impulsividade, excesso de cobrança ou conflitos desnecessários podem surgir se essa energia não for bem direcionada. Carta do mês: A carta A carta que rege abril traz uma mensagem direta: clareza. Ela fala sobre enxergar o que já estava evidente, mas vinha sendo ignorado. É uma carta de confirmação. De entendimento. De não ter mais espaço para dúvida quando a resposta já apareceu mais de uma vez. Abril não é sobre buscar respostas. É sobre assumir aquilo que já ficou claro. Thaís Campregher, Deborah Cunha, Vanessa Toledo, Felipe Melo e Valéria Teixeira (Yara Tomei) Onde assistir O episódio completo está disponível no canal do Tricotáh no YouTube, com exibição inédita às terças-feiras, às 19h. Link Youtube: https://youtu.be/dLtSP1-0KkU?si=pILlMdh2m62XCrIH